A maior operação da história contra o crime organizado foi deflagrada em pelo menos oito estados, incluindo o Maranhão. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, destacou a ofensiva, que teve como alvo principal a lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Mais de 400 mandados judiciais foram cumpridos, com bloqueio e sequestro de cerca de R$ 3,2 bilhões em bens e valores
Segundo Lewandowski, a ação, que envolveu a Polícia Federal, o Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal, é um exemplo da importância da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. As investigações apontam que os grupos criminosos movimentaram ilegalmente cerca de R$ 140 bilhões, usando fundos de investimento, empresas de fachada e fintechs para ocultar o patrimônio.
A subsecretária de fiscalização da Receita Federal, Andrea Chaves, detalhou que o esquema envolvia toda a cadeia de combustíveis, da importação ao consumidor final. No Maranhão, parte da rede de postos de combustíveis identificada integrava a estrutura criminosa, que se utilizava de fraudes fiscais e lavagem de dinheiro. O objetivo da operação é desarticular essa rede, recuperar os valores desviados e proteger a economia local da infiltração do crime organizado.