CPI do Crime Organizado Inicia Oitivas com Diretores da PF e Promotor Contra o PCC
Comissão busca diagnóstico completo sobre facções e milícias para propor políticas de segurança mais eficientes
Por Administrador
Publicado em 18/11/2025 09:29
Notícia
A Comissão iniciou suas oitivas nesta terça-feira (18) para diagnosticar a atuação de facções e milícias no país. (Lula Marques/Agência Brasil)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga a atuação do crime organizado deu início às suas primeiras oitivas nesta terça-feira (18). Os primeiros a depor foram o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada, a partir das 9 horas.

 

Agenda de Depoimentos

 

As reuniões de trabalho da CPI prosseguem na quarta-feira (19). A Comissão ouvirá Antônio Glautter de Azevedo Morais, diretor de Inteligência Penal da Secretaria Nacional de Políticas Penais, e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, conhecido por investigar o Primeiro Comando da Capital (PCC) desde o início dos anos 2000.

 

Objetivos e Contexto da CPI

 

Instalada no dia 4 de novembro, após a repercussão de uma operação policial no Rio de Janeiro (RJ) que resultou na morte de 121 pessoas, a CPI do Crime Organizado do Senado começa a trabalhar em um momento em que a Câmara dos Deputados tenta votar o substitutivo do projeto de lei (PL) Antifacção, que enfrenta resistências.

 

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), destacou em entrevista à Agência Brasil que o objetivo principal é produzir um diagnóstico completo sobre a atuação de facções e milícias no Brasil.

 

“Com esse diagnóstico, daremos o encaminhamento de quais são as soluções que funcionam e aquelas que nunca funcionaram, embora sejam repetidas de tempos em tempos”, afirmou o senador Vieira.

 

Compromisso Contra o Viés Político

 

O presidente da Comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), prometeu focar no trabalho objetivo e evitar que a CPI se torne um palanque político-eleitoral.

 

“A gente tem que ter a responsabilidade de dar uma resposta para a população sem se deixar contaminar com esse viés político partidário ou eleitoral. Temos que fazer dessa CPI um resultado positivo em defesa daquilo que é elementar, que é a segurança pública como direito de todos e dever do Estado”, disse Contarato.

 

A Comissão busca, assim, contribuir de forma objetiva e técnica para o combate ao crime organizado no país.

 

Fonte: Agência Brasil

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