A paralisação dos rodoviários da empresa 1001 em São Luís chegou ao 11º dia nesta segunda-feira (24), com os trabalhadores mantendo a concentração na garagem. A mobilização, iniciada no último dia 14, é motivada pelo atraso no pagamento de salários e demais vencimentos.
Prazo final e ameaça de greve geral
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (Sttrema) elevou o tom da negociação ao notificar as empresas na última sexta-feira (21). O sindicato exige o cumprimento da Cláusula 8ª da Convenção Coletiva de Trabalho, dando um prazo de 72 horas úteis para que todos os pagamentos atrasados sejam quitados.
Caso o prazo não seja cumprido, o Sttrema promete deflagrar uma greve geral em todo o sistema de transporte público da capital, com início previsto para a próxima quarta-feira (26).
Bairros afetados
A paralisação na empresa 1001 já afeta o atendimento em cerca de 15 bairros de São Luís, incluindo: Ribeira, Viola Kiola, Vila Itamar, Tibiri, Cohatrac, Parque Jair, Parque Vitória, Alto do Turu, Vila Lobão, Vila Isabel Cafeteira, Vila Esperança, Pedra Caída, Recanto Verde, Forquilha e Ipem Turu.
Prefeitura recorre ao 2º grau para repassar subsídio
A Prefeitura de São Luís tenta, pela segunda vez, efetuar o repasse do subsídio destinado ao pagamento de parcelas atrasadas aos rodoviários. Após ter a primeira ação de consignação em pagamento extinta sem julgamento do mérito na 5ª Vara do Trabalho, devido à incompetência funcional do juízo de 1º grau, o Município ajuizou um novo pedido diretamente no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA).
A gestão municipal agora aguarda autorização do 2º grau para realizar o depósito dos R$ 2 milhões que alega querer garantir para os trabalhadores das empresas paralisadas.
A SMTT (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes) informou em nota que acompanha as negociações e que, enquanto houver empresas paralisadas, o serviço de corridas por aplicativo gratuitas continuará sendo oferecido à população.