Vaqueiro contratado pelo Ibama é morto em emboscada no Pará
Vítima participava de operação de desintrusão determinada pelo STF em Terra Indígena Apyterewa; Polícia Federal reforça o efetivo na região.
Por Administrador
Publicado em 17/12/2025 09:29
Notícia
A Terra Indígena Apyterewa, em São Félix do Xingu (PA), palco de violência: um vaqueiro a serviço do Ibama foi assassinado a tiros por invasores durante a operação de retirada de gado. (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

SÃO FÉLIX DO XINGU, PA - Um vaqueiro contratado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi assassinado a tiros em uma tocaia na Terra Indígena Apyterewa, no município de São Félix do Xingu, sudeste do Pará, nesta segunda-feira (15/12/2025).

 

A vítima participava de uma operação de desintrusão (retirada de invasores) que está sendo cumprida na região por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo da operação é desocupar a área invadida por não-indígenas.

 

Detalhes da emboscada

 

O crime ocorreu quando o vaqueiro e outros colegas conduziam cerca de 350 cabeças de gado por um ramal na mata. Os animais estavam sendo retirados de currais construídos ilegalmente dentro da terra indígena.

 

O vaqueiro foi atingido por um tiro na altura do pescoço, caracterizando uma clara emboscada. O ato violento indica a resistência dos invasores à decisão judicial de desocupação.

 

Reforço policial e investigação

 

A operação de desintrusão já contava com o apoio de doze policiais militares e quatro policiais civis no local. Após o assassinato, a Polícia Federal (PF) enviou diversos agentes para a Terra Indígena Apyterewa para reforçar a segurança e iniciar a investigação.

 

O objetivo da PF é identificar e capturar os responsáveis pela emboscada e garantir a continuidade da operação de retirada dos invasores, que tem enfrentado forte oposição na região.

 

A Terra Indígena Apyterewa é uma das mais pressionadas por invasões de grileiros e pecuaristas no Pará, e o assassinato eleva o clima de tensão no cumprimento das medidas de proteção territorial.

 

Fonte: Agência Brasil

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